Esconder-se ou trocar tiros: as dicas dos pro-players para triunfar em PUBG

Por • 06/03/2020

PUBG é um jogo de sobrevivência, em que triunfa a última equipe a se manter viva no mapa. Por isso, cada detalhe torna-se importante, de modo que a escolha de se manter escondido ou partir para o confronto pode ser decisiva, de acordo com pro-players que representarão a América Latina no PGS Berlim: Final das Américas.

Os fechamentos da zona segura são os momentos de maior tensão, pois é quando os times atualizam as estratégias e definem as principais rotações.

Na hora de decidir o que fazer, deve-se levar em consideração "o posicionamento da equipe e as coisas que estão acontecendo ao redor", alerta o brasileiro Andrey "and1FPS" Henrique, da RED Canids Kalunga.

Escolhas planejadas

Avaliando a direção do avanço da zona segura e as posições de adversários, é possível tomar a melhor decisão. "Se vamos brigar, temos de saber por qual motivo estamos fazendo isso", diz o uruguaio Augusto "Pand4e" Crocco, da META Gaming, destacando a importância do planejamento das ações.

Conforme o brasileiro José "Netenho" Araujo, da 100medo, a escolha deve ser pelo que é mais mais vantajoso naquela fase da partida, poupando os recursos ao máximo. "Quando estamos bem posicionados, evitamos perder capacetes e coletes à toa. Só trocamos com equipes que vamos conseguir derrubar e finalizar. Fora isso, não vale a pena".

Ele explica, porém, que há momentos em que os confrontos são inevitáveis e podem ser bem aproveitados. "Quando não estamos muito bem na safe, temos de arriscar e pegar kills para pontuar, porque há rotações nas últimas safes que não tem como entrar sem trocar tiro com alguma equipe".

Com o SUPER, o conjunto de regras para o cenário competitivo de PUBG, implantado a partir da temporada 2019, ficou padronizada a pontuação a ser distribuída nos jogos. Não apenas a colocação nas partidas conta pontos, mas também o número de eliminações de adversários. Cada abate vale 1 ponto.

O paraguaio César "danitw" Kita, da 9z Team, diz que também é preciso aproveitar quando outras equipes estão se enfrentando no mapa. "Você tem que esperar o momento para entrar em uma briga. Se você ouvir as pessoas próximas que estão lutando, pode entrar em brigas para chegar com vantagem, já que conseguir pontos de eliminações é muito útil".

Cada decisão, uma consequência

O brasileiro Enzo "OzNe" Di Lucca, também da 100medo, destaca que cada equipe possui um estilo de jogo e uma maneira de definir se é melhor trocar tiros ou se manter escondida.

"Isso vai mais do estilo de cada time, mas uma coisa é se esconder, outra é ser uma equipe que preza por tentar pegar um bom local na safe e chegar no final do game para trocar tiro e fazer pontuação tanto de kill quanto de posição", pondera o pro-player.

Ele conta que a equipe dele, por exemplo, prefere se preservado para fazer o estrago na reta final dos jogos. "É um time que vai sempre tentar pegar o meio da safe e trocar tiro no final do game, mas, ao mesmo tempo, quando identificar que não tem como entrar na safe, procurar um time para trocar tiro e fazer pontuação de kill".

O argentino Leandro Matias "RiboxD" Racanelli, da META Gaming, exalta a imprevisibilidade do PUBG e a busca pela sobrevivência a todo custo. "O lado bom do PUBG é que todas as decisões têm consequências, e você precisa saber como tomar a decisão certa. Pessoalmente, acho que o principal é tentar sobreviver e atirar".

Caminho para o PGS Berlim

Essas movimentações e importantes tomadas de decisão poderão ser vistas nos dias 28 e 29 deste mês, quando será realizado o PGS Berlim: Final das Américas. O classificatório presencial, que acontecerá nos Estados Unidos, contará com cinco times da América Latina, oito da América do Norte e três da Oceania. Haverá seis vagas em disputa para o PGS Berlim, na capital da Alemanha.

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PGS Berlim: Final das Américas

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