Jogadores veem PGS Américas como oportunidade de ouro para América Latina

Por • 24/01/2020

Jogadores profissionais e treinadores de PUBG da América Latina veem a criação do PUBG Global Series (PGS) Américas como uma oportunidade de ouro para o desenvolvimento do cenário. No novo sistema, as equipes latino-americanas irão competir com América do Norte e Oceania, em eventos presenciais, pela participação nas principais competições internacionais da temporada 2020.

A América Latina tem a sua própria seletiva online e, depois, cinco times se juntam a oito representantes da América do Norte e três da Oceania no classificatório presencial. Desse campeonato com 16 participantes saem seis classificados para o PGS de cada fase, que reúne as melhores equipes de PUBG do mundo e serve de acesso para o PUBG Global Championship (PGC).

"Estou muito animado em ver esse intercâmbio com América do Norte e Oceania", comemora o pro-player argentino Fabio "Chiquitin" Almeida, que disputou a fase 3 da LATAM PUBG Pro Series (LPPS) pela Furious Gaming, resumindo o sentimento dos competidores sobre a oportunidade de enfrentar times de outros cenários.

Nível maior

O jogador argentino Nahuel "SzylzEN" Balseiro, uma das referências da região e que no ano passado participou do PGC, acredita que o nível das equipes latino-americanas irá aumentar, pois elas terão de "trabalhar em dobro para se classificar para as competições internacionais". "É muito bom para o cenário da América Latina que mais times tenham a possibilidade de adquirir experiência no exterior. Isso vai ajudar a melhorar o nível regional e fazer com que as equipes vão mais preparadas para os campeonatos internacionais".

Jogador argentino de PUBG SzylzEN
Destaque da América Latina, argentino SzylzEN vê criação do PGS Américas com animação

Esse choque de estilos de jogo entre diferentes sub-regiões é bem explicado pelo pro-player brasileiro Igor "rogiwOw" Oliveira, da FURIA Esports, para quem os confrontos presenciais irão proporcionar muito aprendizado técnico. "Vamos ver pela primeira vez um lobby com bastante times da América Latina e como o nosso meta mais agressivo em questão de kill e hotdrop vai bater com jogo mais pensado deles [dos times de outras regiões]".

O cyber-atleta argentino Facundo "CapitanBooBlo" Solsona, que passou pela Cream Esports, destaca que, com o novo formato, cinco times poderão enfrentar representantes de outras regiões, tornando mais profissional o cenário competitivo da América Latina. "O agrupamento de Oceania, América do Norte e América Latina pode resultar em um enorme impacto para as próximas competições internacionais".

Mais equipes no exterior

O pro-player brasileiro Matheus "QBalita" Branco, da Redemption, também exalta o aumento no número de times latino-americanos que terão a oportunidade de competir no exterior. Nos torneios do ano passado, eram de uma a três equipes.

"Eu achei interessante esse novo sistema da PGS, pois dá oportunidade para mais times. Somos equipes muito fortes e empenhadas, com potencial de ir para Berlim e fazer nosso nome lá fora. Vai ser um grande experiência poder competir em LAN e, ainda por cima, com os melhores do mundo", comenta QBalita.

Esse intercâmbio é importante porque, conforme ressalta o jogador brasileiro Yohan "ganjohan" Melo, da YeaH Gaming, é só jogando contra equipes melhores que é possível evoluir. "Todos temos muita capacidade de melhorar ainda mais neste jogo", confia. "A América Latina precisa disso, de mais campeonatos presenciais e oportunidade. É necessário para evolução, pois mais competitividade produz mais esforço para melhorar".


Argentino p0me acredita que o PGS Américas é um divisor de águas para o cenário latino-americano

Para o cyber-atleta argentino Iván "p0me" Lucco, da Team Singularity, a chance dada à América Latina é muito importante. "Provavelmente haverá o antes e depois disso, porque cinco equipes da região podem chegar a Berlim", diz o jogador, referindo-se à primeira parada do PGS na temporada 2020. Haverá ainda outros dois eventos PGS antes do PGC. "Isso traria muito apoio para a América Latina e ajudaria a melhorar o cenário competitivo".


Treinador brasileiro Nananga espera muita ação e novas estratégias, para deleite do público

O treinador brasileiro Lucas "Nananga" Strada, que comandou a seleção nacional no PUBG Nations Cup, na temporada passada, prevê que, com o novo sistema, o público pode esperar muita ação, novas estratégias e surpresas. "É uma grande oportunidade de desenvolver o cenário como um todo".

E a comunidade tem demonstrado que não está disposta a desperdiçar essa chance de ouro!

"Será mais uma etapa de um sonho, buscando evolução", arremata o jogador brasileiro Andrei "Ps1co" Carvalho, que atuou pela RED Canids Kalunga na temporada 2019. "Apesar de ter jogado dois mundiais, tenho a certeza que desta vez, se tivermos a oportunidade, faremos um jogo diferenciado e buscaremos o título mundial".

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